terça-feira, 5 de abril de 2016

CUBISMO



AULA 07/04

Cubismo foi um movimento artístico criado por Pablo Picasso e Georges Braque por volta do ano de 1906 enquanto trabalhavam juntos em um atelier de arte na França, que era considerada naquela época a capital mundial das artes. O movimento foi completamente vanguardista por lidar com questões ainda pouco exploradas em arte e por introduzir técnicas novas e pouco convencionais de produção artística.

Em primeiro lugar, eles pensaram em construir imagens que representassem não apenas um lado do objeto (como uma fotografia faz), mas sim todos os lados de um objeto em uma única tela plana. Queriam que o expectador pudesse visualizar todo o objeto representado de uma única vez. Para isto realizaram pinturas em que pintavam cada fragmento do objeto tema (um violão, vaso de flores, etc) em uma parte do quadro, gerando assim uma imagem formada por varias partes como um mosaico. O objeto representado ficava deformado. A intenção de representar todas as faces de um objeto sobre uma tela plana só foi conseguida de fato e satisfatoriamente anos mais tarde com a invenção do cinema que produzia seqüência de imagens que traziam a sensação de movimento.



A intenção de representar as varias faces dos objetos também trouxe para a arte, não pela primeira vez, mas de maneira mais forte, a idéia de vários planos e varias dimensões para representar uma imagem. Seria como se varias pessoas fizessem uma fotografia de uma arvore cada uma de uma posição (ponto de vista, paradigma) diferente e todas as fotografias fossem recortadas e coladas em um único papel para que pudéssemos ver os vários ângulos da arvore de uma única vez.


Os cubistas Pablo Picasso e Georges Braque foram também os primeiros a inserir recortes de revistas, jornais e outros objetos em telas para interagirem com a pintura. Com isto chamaram a atenção para uma característica tão simples da pintura mas que por alguns momentos perdemos no ato de admirar uma tela. A característica de que uma pintura é apenas uma pintura, ou seja, muitas vezes olhamos para a pintura de uma paisagem ou um vaso de girassóis com a intenção de ver uma paisagem ou um vaso de girassóis, sem nos lembramos de que é apenas uma representação, apenas tinta na tela que produz a sensação. A partir deste ponto podemos entender então a expressão de Michelangelo no século XV de que "arte é sobretudo coisa menta", e Raffaelo ainda disse na mesma época: "eu não pinto com a mão, e sim com o cérebro". Com tudo isto Picasso e Braque estavam demonstrando, assim como Michelangelo e Raffaelo tentaram dizer, que a obra de arte acontece na mente (ou no cérebro) de quem observa, e que o objeto artístico (a pintura na tela, o desenho, ou uma escultura) serve apenas para sensibilizar o expectador. Assim a pintura é apenas tinta na tela e as sensações causadas por ela, como por exemplo um rio correndo são percepções geradas pela ação do olhar refletida no cérebro ou mente do expectador. Além disto tudo, dizer que arte é coisa mental também significa que o artista primeiro pensa o que ira pintar, observa e entende a cena para depois realizar a pintura na tela, ou seja, a pintura acontece primeiro na mente do artista.

Picasso crio pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, cerâmicas, objetos artísticos, e fotografias. Sua carreira foi muito diversificada e longa. Em uma fase mais madura seus desenhos eram bem simples e se pareciam com desenhos de crianças, e não possuíam muito rigor técnico. Esta aparência era intencional. Picasso dizia que um artista deveria pintar com pureza e naturalidade, sem ter preocupações muito rigorosas com o que o desenho iria parecer, apenas desenhar como conseguisse e como achasse belo, assim a obra de arte comunicaria melhor alma do artista e seria mais bela pelo que representava do que pelo que era fisicamente. Por isto Picasso declarou que "Em poucos anos aprendeu a desenhar como Raffaelo, mas levou a vida toda para aprender a desenhar como uma criança".

 







Baseado em : STANGOS, Nikos (org). Conceitos da Arte Moderna, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2000.

VOCABULÁRIO
Vanguardista - aquele que vai a frente, novo.
Fragmento – parte separada.
Interagir – funcionar em parceria.
Sensibilizar – Produzir sensações. Por exemplo: A tela e os óculos do cinema 3D sensibilizam o expectador com as sensações necessárias para que tenhamos a impressão de que a imagem esta em terceira dimensão(3D) ou seja, saltando para fora da tela.

FAUVISMO

AULA 31/04

Henry Matisse - A Dança - 1909-1910
Etimologicamente o termo Fauvismo vem da palavra francesa Fauve que significa Fera ou Selvagem. Esta designação foi dada por críticos de arte que avaliavam os salões de arte na França e julgaram que as pinturas de um determinado grupo de artistas eram feita com muita "ferrocidade" e que parecia ter sido feita por animais e não homens. Sendo assim eles diziam que algum animal deveria ter jogado tinta na tela. O que eles não gostavam na pintura desses artistas na verdade era a maneira como eles utilizavam as cores sem as misturar muito, ou seja, havia grandes áreas de cor amarela, vermelha ou verde bem forte nas imagens sem se misturem. As representações eram mais abstratas e pouco realistas, e não demonstravam as cores reais do que representavam; por exemplo: pintavam uma laranja azul, um céu cor de rosa, um rio amarelo e pessoas de diversas cores que não se pareciam com o real. Dessa maneira os artistas desse grupo passaram a ser chamados Fauvistas. 

Henry Matisse - Laraya Verde - 1905
O movimento Fauvista despontou em 1905 e foi influenciado pelo desejo de alguns artistas em buscar retratar coisas mais sentimentais e não exatamente como se enxergava o mundo. Estes artistas diziam que era mais importante expressar o que se sente na alma ao ver uma paisagem do que ter que pintar a paisagem do modo mais parecido possível que se conseguisse. Assim eles estavam dizendo que a pintura sentimental (baseada nas emoções e sentidos: visão, tato...) era superior a pintura puramente técnica (habilidade de expressar perfeitamente o que se vê ou imagina a partir de conhecimentos técnicos e regras específicas).


Henry Matisse - A Música
Os críticos de arte não aceitaram as pinturas dos artistas chamados Fauvistas por que estavam habituados a julgar obras de arte apenas pelas qualidades técnicas que enxergavam nos quadros. Qualidades estas que eram ensinadas nas academias de belas artes e eram encontradas em livros de regras de pintura. O Fauvismo foi, portanto um movimento artístico que rompeu com as formalidades técnicas de pintura para realizar uma pintura mais ligada a alma do artista. Todo rompimento de maneiras antigas de se fazer algo em arte para buscar novas formas de se produzir arte é chamada na história da arte de Vanguarda.


Henry Matisse - Harmonia em Vermelho
Com tudo isto, os artistas estavam de forma indireta expressando também o descontentamento da sociedade francesa daquele período que não estava se sentido confortável com o aumento das áreas urbanas (cidades não rurais) e a aceleração do ritmo de vida causado pela industrialização que levava as pessoas a serem mais imediatistas e mecânica e a passarem cada vez mais tempo trabalhando em ambientes fechados, se relacionando menos com outras pessoas, com a família, e se tornando menos sensíveis a valores religiosos. Condições estas que são essenciais para a vida humana.


Andre Derain - Retrato de Matisse
Andre Derain
André Derain
Andre Derain
Andre Derain - A Dança
Baseado em : STANGOS, Nikos (org). Conceitos da Arte Moderna, Jorge Zahar Editor, Rio de Janeiro, 2000.
PATERNOSTRO, Zuzana. Catálogo da Exposição Pos-Impressionismo e as Origens da Pintura Moderna, Sesc/BH, 2009.
VOCABULÁRIO
Etimologicamente – Vem de etimologia, que é o estudo da origem das palavras. Por exemplo: a palavra Biblioteca vem da junção da palavra Biblio que em latim é livro e teca que é coleção, ou seja, biblioteca é uma coleção de livros.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

IMPRESSIONISMO


AULA 18/02

INTRODUÇÃO

Claude Monet
Recebe o nome de impressionismo a corrente artística que surgiu na França, principalmente na pintura, por volta do ano de 1870. Esse movimento, de cunho antiacademicista, propôs o abandono das técnicas e temas tradicionais, saindo dos ateliês iluminados artificialmente para resgatar ao ar livre a natureza, tal como ela se mostrava aos seus olhos, segundo eles, como uma soma de cores fundidas na atmosfera. Assim, o nome impressionismo não foi casual.

O crítico Louis Leroy, na primeira exposição do grupo do café Guerbois (onde os pintores se reuniam), ao ver a obra de Monet, Impressão, Sol Nascente, começou sarcasticamente a chamar esses artistas de impressionistas. Criticados, recusados e incompreendidos, as exposições de suas obras criavam uma expectativa muito grande nos círculos intelectuais de Paris, que não conseguiam compreender e aceitar seus quadros, nos quais estranhavam o naturalismo acadêmico.

Claude Monet
São duas as fontes mais importantes do impressionismo: a fotografia e as gravuras japonesas (ukiyo-e). A primeira alcançou o auge em fins do século XIX e se revelava o método ideal de captação de um determinado momento, o que era uma preocupação principalmente para os impressionistas. As segundas, introduzidas na França com a reabertura dos portos japoneses ao Ocidente, propunham uma temática urbana de acontecimentos cotidianos, realizados em pinturas planas, sem perspectiva.



Os representantes mais importantes do impressionismo foram: Manet, Monet, Renoir, Degas e Gauguin. No restante da Europa isso ocorreu posteriormente. Ao impressionismo seguiram-se vários movimentos, representados por pintores igualmente importantes e com teorias muito pessoais, como o pós-impressionismo (Van Gogh, Cézanne), o simbolismo (Moreau, Redon), e o fauvismo (Matisse, Vlaminck, Derain, entre outros) e o retorno ao princípio, ou seja, à arte primitiva (Gauguin). Todos apostavam na pureza cromática, sem divisões de luz.

Claude Monet
A própria escultura deste período também pode ser considerada impressionista, já que, de fato, os escultores tentaram uma nova maneira de plasmar a realidade. É o tempo das esculturas inacabadas de Rodin, inspiradas em Michelangelo, e dos esboços dinâmicos de Carpeaux, com resquícios do rococó. Já não interessava a superfície polida e transparente das ninfas delicadas de Canova. Tratava-se de desnudar o coração da pedra para demonstrar o trabalho do artista, novo personagem da estatuária.

PINTURA

O que mais interessou aos pintores impressionistas foi a captação momentânea da luz na atmosfera e sua influência nas cores. Já não existiam a linha, ou os contornos, nem tampouco a perspectiva, a não ser a que lhes fornecia a disposição da luz. A poucos centímetros da tela, um quadro impressionista é visto como um amontoado de manchas de tinta, ao passo que à distância as cores se organizam opticamente e criam formas e efeitos luminosos.

Edgar Degas. Aula de Dança
Os primeiros estudos sobre a incidência da luz nas cores foram realizados pelo pintor Corot, modelo para muitos impressionistas e mestres da escola de Barbizon. Tentando plasmar as cores ao natural, os impressionistas começaram a trabalhar ao ar livre para captarem a luz e as cores exatamente como elas se apresentam na realidade. A temática de seus quadros se aproximava mais das cenas urbanas em parques e praças do que das paisagens, embora cada pintor tivesse seus motivos prediletos.

Reunidos em Argenteuil, Manet, Sisley, Pissarro e Monet fizeram experiências principalmente com a representação da natureza por meio das cores e da luz. Logo chegaram à expressão máxima do pictórico (a cor) diante do linear (o desenho). Como nunca, a luz tornou-se protagonista e atingiu uma solidez ainda maior do que a que se vê nos quadros de Velázquez, nas pinceladas truncadas e soltas de Hals ou no colorido de Giorgione, reinterpretada de modo inteiramente antiacadêmica.
E. Manet. O Grande Canal
E. Manet
Mais tarde surgiriam os chamados pós-impressionistas, que não formaram nenhum grupo concreto e cujos trabalhos eram bem mais diferenciados: Cézanne e seu estudo dos volumes e formas puras; Seurat, com seu cromatismo científico; Gauguin, cujos estudos sobre a cor precederam os fauvistas; e Van Gogh, que introduziu o valor das cores como força expressiva do artista.

O líder do grupo fauvista foi Matisse, que partiu do estudo dos impressionistas e pós-impressionistas, de quem herdou sua obsessão pela cor.Junto com ele, Vlaminck e Derain, o primeiro totalmente independente e fascinado pela obra de Van Gogh, e o segundo a meio caminho entre os simbolistas e o realismo dos anos 20. O grupo se completava com os pintores Dufy, Marquet, Manguin, Van Dongen e um Braque pré-cubista. Esse movimento chegou ao ápice em 1907.

ESCULTURA

A exemplo da pintura, a escultura do fim do século XIX tentou renovar totalmente sua linguagem. Foram três os conceitos básicos dessa nova estatuária: a fusão da luz e das sombras, a ambição de obter estátuas visíveis a partir do maior número possível de ângulos e a obra inacabada, como exemplo ideal do processo criativo do artista. Os temas da escultura impressionista, como de resto da pintura, surgiram do ambiente cotidiano e da literatura clássica em voga na época.

Auguste Rodin. O Pensador
Rodin e Hildebrand foram, em parte, os responsáveis por essa nova estatuária -o primeiro com sua obra e o segundo, com suas teorias. Igualmente importantes foram as contribuições do escultor Carpeaux, que retomou a vivacidade e a opulência do estilo rococó, mas distribuindo com habilidade luzes e sombras. A aceitação de seus esboços pelo público animou Carpeaux a deixar sem polimento a superfície de suas obras, o que foi depois fundamental para as esculturas inacabadas de Rodin.

Rodin considerava O Escravo, que Michelangelo não terminou, a obra em que a ação do escultor melhor se refletia. Por isso achou tão interessantes os esboços de Carpeaux, começando então a exibir obras inacabadas. Outros escultores foram Dalou e Meunier, a quem se deve a revalorização dos temas populares. Operários, camponeses, mulheres realizando atividades domésticas, todos faziam parte do novo álbum de personagens da nova estética.

Auguste Rodin. Danaide
Auguste Rodin. O Beijo

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O QUE É ou PODE SER ARTE?


AULA 04/02



REFLETINDO

•       O que é Arte?
•       Pode-se defini-la?
•       Pode-se medir qual é o seu valor?
•       Pode-se criar regras para qualificá-la?
•       Existe obra de Arte superior ou inferior?
•       O que ou quem define o que é ou não uma obra de Arte?
•       Qual a função da Arte?
•       O que uma obra de Arte pode revelar sobre seu autor? E sobre seu tempo histórico?
•       Uma obra de arte é um documento?
•       O que é cultura?

O QUE É ARTE?

A discussão é complexa e antiga, existindo concepções diversas sobre a natureza da arte. Diversas definições e utilidades foram atribuídas às artes e suas expressões ao longo do tempo e em culturas distintas. Cada uma com seus significados e valores, revelando diferentes formas de conceber, compreender e se situar no mundo. Dessa forma a arte possui ao mesmo tempo as características de:

•      Expressão
•      Comunicação
•      Linguagem
•      Produto Cultural
•      Intelecto / conceito / idéia
•      Mercadoria
•      Sensibilidade
•      Documento Histórico

O filosofo judeu alemão Walter Benjamim cunhou (criou) o termo “Aura” em seu texto-ensaio “Obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica” (1936) para se referir às características de atração e encantamento presentes nos objetos artísticos. O conceito foi utilizado para designar os elementos que são únicos de uma obra de arte original; a aura é um tipo de “revestimento de valor” e está relacionada a autenticidade, a existência única de uma obra de arte e dentro de sua cultura. Portanto, ela não existe em uma reprodução. 

O ser única atribui à obra de arte um caráter de objeto quase religioso a “ser cultuado”, admirado e desejado, transmissor de valores e ideias. E ainda à própria perpetuação da presença do artista, mesmo em sua ausência (o artista se afirma e se faz presente na obra que cria). Para Walter Benjamin, a obra de arte original – aquela que possui aura – conta a história do objeto, criando valores sobre ele. Compreende variados fatores que foram alocados na obra de arte que são importantes para sua apreciação e seu entendimento.

MAS DE FATO O QUE É ARTE?

A cultura utiliza alguns instrumentos para decidir o que é uma obra de arte.

•       Críticos, peritos em arte;
•       Espaços de arte: museu, mostras, atelier, exposições;

Mas estes critérios são mesmos válidos? Infalíveis? Absolutos e inquestionáveis? Onde entra a atitude/presença do expectador da obra?

De fato o que vai apontar e legitimar alguma manifestação como arte em sentido mais amplo e a cultura que a gera e no qual ela esta inserida. É dentro de um contexto cultural específico que o objeto artístico é revestido de valor. Sendo que a Cultura é um elemento em constante movimento, que precisa ser entendido dentro de um tempo/espaço específico. Sendo assim, a cultura muda com o tempo e em locais diferentes, e de igual modo os valores culturais também são transformados ao longo do tempo.

Poderíamos definir a palavra arte como “manifestação da atividade humana por meio da qual se expressa uma visão pessoal e desinteressada que interpreta o real e o imaginário com recursos plásticos, lingüísticos ou sonoros”. Contudo, essa definição não esclarece em que uma obra de arte se diferencia de uma obra que não o é, e se esse significado é válido para todos os tempos. Novamente temos o elemento cultura, pois dentro de cada período histórico e lugar, a cultura se manifesta de uma forma distinta, trazendo conceitos e ideias sobre o que é, ou não é aceito como arte para determinado grupo. O conceito ou definição de arte então será amplo e relativo à lugares, épocas e pessoas diferentes.

ARTE E ESTÉTICA

A concepção que as pessoas têm da arte mudou, muda e mudará de acordo com o momento histórico e a sociedade. De fato, os primeiros artistas, os pintores rupestres, não tinham noção de que estavam realizando uma obra de arte, embora o sentido que eles conferiam a essas imagens estava relacionado com a magia ou com a religião, desconhecemos se também com a estética. Atualmente, contudo, consideramos que uma obra de arte, independentemente de expressar ou não um significado ou sentimento e do modo como o faça, tem de produzir uma reação estética no espectador (seja de prazer ou repulsa) e tem de ser criativa, isto é, deve mostrar formas de expressão genuínas, originais.

É possível dizer que a arte é correspondente a certas manifestações da atividade humana que nos causam um sofrimento admirativo e que é privilegiada pela cultura em um determinado período e com limites imprecisos.

HISTÓRIA DA ARTE

TEORIA INICIAL DA HISTÓRIA DA ARTE




A FUNÇÃO DA ARTE / ARTE COMO NECESSIDADE

Embora hoje em dia o valor estético desempenhe papel muito importante, as pessoas continuam sentindo necessidade de expressar-se e comunicar-se por meio da arte – e esta continua sendo um reflexo da sociedade que a gera, cumprindo simultaneamente a função de transmitir os valores desta sociedade. De fato, desde sempre, a arte foi reflexo vivo da sociedade circundante; os historiadores e outros especialistas puderam conhecer muitos aspectos dos povos e das culturas que nos precederam por meio do estudo da obra de arte, de sua estética e daquilo que nela se expressa.

O ARTISTA

Não é possível compreender a obra de arte sem o artista que a criou. Apesar disso, assim como o conceito de arte mudou ao longo da história, o mesmo aconteceu com o conceito de artista, que deixou de ser considerado simples artesão e passou a ser admirado como gênio criativo, capaz de gerar obras únicas. Embora na época clássica da Grécia e da Roma antigas tenha tido reconhecimento social e, em alguns casos, tenha chegado a assinar suas obras, é somente no Renascimento, com a exaltação que se fez do ser humano, que o artista abandona definitivamente o anonimato. É nessa época também que se forja o conceito de gênio, aplicado a alguém com capacidade extraordinária ou fora do normal para citar e inventar coisas ou objetos admiráveis – é quando a figura do mecenas (ou protetor) se consolida. 

Daniel F. do Carmo

“Lembre-se do seu Criador nos dias da sua juventude, antes que venham os dias difíceis e se aproximem os anos que você dirá: Não tenho satisfação neles” EC 12:01